Confira a crítica do filme ‘Destacamento Blood’

Destacamento Blood

Destacamento Blood se torna um filme oportunista, no bom sentido da palavra. A estreia em momento conturbado da sociedade ocidental, que vê os movimentos antirracistas tomarem conta das ruas nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, mostra que como é importante o cinema abordar temas sensíveis a sociedade. O novo longa do diretor Spike Lee, aborda o racismo no período da guerra do Vietnã.

A princípio, o longa nos faz pensar que se trata de um documentário, e a partir daí, cenas reais dos anos de guerra, se mescla com a ficção. Em alguns momentos pode parecer que o filme tem um excesso de referências sobre o racismo. Porém a atualidade que do tema carrega, e especialmente, considerando os acontecimentos das últimas semanas, muda a maneira como vemos esses momentos. Dessa forma, o uso dos discursos de personalidade como Martin Luther King, Malcom X e Angela Davis se mostram importante e um excelente maneira de contextualizar.

Se inicialmente parte o filme parece documental, em um segundo momento o longa ganha uma identidade de filme de aventura criminal na selva vietnamita. A diferença é tão significativa que dá a entender que são duas partes do roteiro escrita por pessoas diferentes. Porém, o filme tem qualidade e consegue concluir bem a história.

Em relação aos atores, não há um grande destaque, as todos se garantem no papel muito bem. Os personagens veteranos de guerra, conseguem trazer à tona todo sofrimento que uma guerra injusta pode causar nas pessoas.

Destacamento Blood não é o melhor filme do Spike Lee, mas o diretor sabe como abordar o racismo. E por isso a história consegue ser cativante e dramática, sem perder a identidade do diretor.

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