Conheça um pouco mais sobre o cinema alemão

cinema alemão

O cinema alemão passou por grandes transformações ao longo dos anos. Especialmente, no período da Segunda Guerra mundial, que provocou grandes mudanças não só no cinema, mas em toda a sociedade alemã. Considerado pioneiro em movimentos artísticos, o que poderia ser uma hegemonia alemã no cinema, foi constantemente prejudicada pelos acontecimentos históricos.

A história do cinema alemão começa bem cedo, logo nas primeiras décadas do século 20, com o expressionismo alemão. Os filmes de maiores sucesso desse movimento artístico foram: O gabinete do Dr. Caligari, Metropólis e Nosferatu. Esses filmes representam um marco no cinema mundial pela ousadia das histórias contadas e pela estética com tom sombrio e exagerado. Em Metropólis por exemplo, vemos o lado sombrio do capitalismo retratado em uma sociedade futurista. Já o longa Robert Wiene é considerado o primeiro filme de terror

Já no período da Segunda grande guerra, o cinema sofreu com o avanço do nazismo em dois aspectos. Primeiro com censura por parte do governo em relação a roteiros que pudessem ir contra as ideologias de Hitler, e outro aspecto, com o uso do cinema para propaganda ideológica. Foi a chance de Leni Riefenstahl, um documentarista simpatizante e amigo de Hitler, produzir obras que valorizavam o Terceiro Reich.

As consequências da guerra

Nos anos pós-guerra, a indústria cinematográfica alemã demorou para se reerguer. A falta de cineastas talentosos e os problemas econômicos dos primeiros anos após a guerra motivaram a lenta recuperação. Por volta dos anos 60 e 70, novos diretores e roteiristas mudaram a trajetória ruim que o cinema passava. Mas foi nos anos 80, com os longa Asas do desejo (Wim Wenders) e Fitzcarraldo (Werner Herzog) que o cinema alemão retornou com grande estilo. No fim dos anos 90 o filme “Corra, Lola, corra” mostrou que a qualidade das produções alemãs merece

Com investimento baixo comparado aos filmes de hollywood, o cinema alemão consegue produzir grandes histórias, sem perder a identidade característica da cultura do país. Os principais destaques são: A vida dos outros (2006), Adeus, Lenin (2003), A queda: As últimas horas de Hitler (2004), A onda (2008).

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