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Confira a crítica do filme Borat: Fita de Cinema Seguinte

Josiane dos Santos Tavares
Escrito por Josiane dos Santos Tavares em 11 de novembro de 2020
Confira a crítica do filme Borat: Fita de Cinema Seguinte

O ator e roteirista Sasha Cohen retorna com Borat: Fita de Cinema Seguinte após 14 anos da primeira produção protagonizada pelo personagem Borat. O título classificado como comédia está disponível no catálogo da Amazon Prime.

Trailer

O mais famoso personagem de Sasha Cohen está de volta com a mais nova produção, depois que o primeiro filme “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América” o personagem, que se tornou uma peça histórica entre os americanos retorna apresentando um novo contexto.

Enredo

Para o novo filme, Borat recebe mais uma vez a missão de voltar em território americano, desta vez, com a finalidade de estreitar os laços entre o presidente do Cazaquistão com os líderes da maior potência mundial.

Logo depois que Borat chega em solo americano, percebe o impacto cultural que seu personagem criou, precisando inclusive de um disfarce para conseguir cumprir sua missão sem que os moradores o reconheçam.

O humor escrachado, com altas doses de ironia e pontuado até de sádico, permanece em voga no longa, assim como esteve presente no primeiro filme. Para o cumprimento da missão, o personagem, desta vez conta com a participação da filha, Tutar (Maria Bakalova), que se junta a ele na jornada.

E por falar na dupla dinâmica, os dois sustentam muito bem o conceito de pessoas “atrasadas” diante de uma nova sociedade tão bem evoluída, mas tão regressa em conceitos morais. Com o intuito de oferecer a filha como um “presente” para um dos homens mais próximos do presidente Donald Trump, Borat proporciona diversos momentos polêmicos que chega a pôr dúvida ao expectador sobre quão longe ele conseguiu chegar.

O filme é constantemente marcado por críticas políticas, que no longa são representadas majoritariamente por opiniões de extremistas de direita. Entre momentos de destaque pela oposição de teoria e prática das ações políticas, o filme também levanta diversas questões como machismo, feminismo, movimento contra quarentena, fanatismo religioso, extremismo político, padrão e estereótipos femininos, enfim, um leque debates arraigados, e levados em forma de um humor ácido.

Borat invade um comício político em filme

Foto: Reprodução/ AMAZON PRIME VIDEO

A produção que manteve a filmagem em segredo surpreende ainda mais se vista pelo improviso, porque de fato, algumas cenas foram feitas sem roteiro. Só para ilustrar, temos a cena em que Borat invade um comício político caracterizado como Donald Trump que resulta em um grande alvoroço entre apoiadores. Além disso, no elenco estão dezenas de pessoas que interagiram diretamente com os atores achando se tratar de um documentário sobre a história de pessoas da vida real.

Vale mencionar também o timing certeiro de produção e lançamento do filme. Registrando desde os acontecimentos anteriores ao pico da pandemia de coronavírus e chegando até o período de eleições do EUA. Que ao final, termina com um claro recado aos eleitores americanos.

Conclusão

Mais uma vez, Cohen conseguiu unir o seu típico humor escrachado ao contexto social mundial, somado às inúmeras críticas. Embora, o filme não agrade todo o público, o longa consegue entreter, por meio de sátiras e ironias ao moralismo norte-americano. Além de cumprir seu papel com um ótimo timing de lançamento.

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