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Confira a crítica do filme ‘Sergio’

Mikaela de Sousa
Escrito por Mikaela de Sousa em 20 de abril de 2020
Confira a crítica do filme ‘Sergio’

O filme ‘Sergio’, lançado dia 17 de abril na Netflix, conta a história do diplomata brasileiro Sérgio Viera de Mello. O filme gira em torno do atentado que matou o diplomata e outras 20 pessoas em Bagdá, no Iraque, e também do período em que ele foi conciliador no Timor-Leste. O diretor Greg Barker está a frente do projeto, além de já ter feito um documentário sobre o diplomata brasileiro em 2009, disponível na Netflix. O filme tem roteiro de Craig Borten, e Wagner Moura interpreta o personagem principal.

Crítica

Para quem quer realmente conhecer Sérgio Viera de Mello, recomendo o documentário de 2009, mas quem quiser uma versão resumida e menos impactante do diplomata brasileiro, o filme cumpre esse papel. Considerando que a trajetória de Sérgio para se tornar um dos homens mais conciliadores nos 34 anos em que esteve atuando na ONU (Organização das Nações Unidas) seja impressionante, o filme não vai a fundo nessas possibilidades. Viera de Mello não cursou o Instituto Rio Branco, que é o caminho mais comum para ser um diplomata brasileiro. Ele se formou na universidade de Sorbonne, na França, em filosofia nos anos 70, e ingressou na ONU aos 21 anos. A partir daí começa a história do homem que intermediou a independência do Timor-Leste e foi um dos mais importantes diplomatas na história do Brasil.

Timor-Leste, por sua vez, é o plano de fundo de boa parte da trama, ao mostrar como ele conheceu Carolina Larriera (Ana de Armas). Além de destacar o papel desempenhado por Sérgio no processo de independência do país. Novamente, sem a profundidade necessária para gerar o impacto que foi a atuação dele, a prioridade, nesse sentido, ficou por conta das cenas de romance entre Sérgio e Carolina (muito bem filmadas por sinal).

Um ponto forte do longa, são as cenas reais do ataque em Bagdá, e do discurso de despedida do então secretário-geral da ONU, Kofi Anna, que nos dá a sensação da gravidade do ataque e da importância de Sérgio no cenário político internacional. Outro destaque positivo é sobre como questões idealistas de Viera de Mello são colocadas de forma clara, da mesma maneira como ele se posicionava nas relações diplomáticas. Um detalhe interessante é como o amor pela cidade natal de Sérgio, o Rio de Janeiro, é abordado de uma forma simples e espontânea durante o filme.

Atuações

No geral as atuações foram boas, sem fugir do que exige na história. Não houve nada pedante ou exageradamente artificial na atuação de Wagner Moura. Ana de Armas é uma grata surpresa no filme como Carolina, namorada de Sergio. Ela mostra segurança e demonstra a personalidade da personagem que interpreta, sem seguir a linha “mocinha que se esconde por trás do homem poderoso”. Aliás, a química entre Wagner e Ana é muito boa.

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