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Crítica: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

Daniella Mendes
Escrito por Daniella Mendes em 14 de maio de 2021
Crítica: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

No dia 30 de abril, a Netflix adicionou no streaming a sua nova animação, produzida pela Sony Pictures Animation, “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”.

O filme narra a história da família Mitchell, que passa por diversas questões, desde problemas de comunicação de pai e filha até um apocalipse tecnológico, com robôs destruindo a humanidade. Desta forma, conhecemos Katie, a filha que deseja trabalhar com cinema; Aaron, o caçula que adora estudar dinossauros; Linda, a adorável e gentil mãe; e Rick, um pai que sabe nada de tecnologia.

Em suma, o filme mistura drama familiar, ficção científica e, principalmente, comédia.

A direção e o roteiro do filme são um trabalho conjunto dos cineastas Jeff Rowe e Michael Rianda. Aliás, ambos participaram da produção da animação “Gravity Falls: Um Verão de Mistérios”, da Disney.

A crítica abaixo não tem spoiler, então fique á vontade para ler e depois assistir o filme, mas, antes, assista o trailer abaixo.

Crítica                               

De início, o drama da família Mitchell começa com a saída de Katie, uma adolescente, e a sua busca por uma “tribo” na faculdade de Cinema. Porém, ela acaba tendo grandes dificuldades de comunicação com seu pai, que se preocupa com o fracasso da sua filha longe de casa. Apesar de ser um conflito bem comum, a relação familiar é muito particular e com singularidades que aproximam os personagens do espectador.

O filme conversa com a personalidade de Katie, que produz diversos vídeos de comédia no seu canal do YouTube, através de varias colagens em momentos marcantes do filme. Assim, podemos entender como Katie se comunica através da linguagem audiovisual e midiática. Visto isso, a sua comunicação se contrapõem com a principal característica de seu pai: Rick é um analfabeto tecnológico. Sem cair em clichês de adolescente chata e pai durão, o filme envolve o espectador em um relacionamento simples, mas com complicações normais.

Para se aproximar da filha, o pai decide unir a família em uma viagem de carro para levar Katie na faculdade.  Contudo, um imprevisto atrapalha a viagem em família: uma inteligência artificial planeja acabar com a raça humana através do controle de robôs. Momentos de caos se misturam com robôs bobos e, assim, a grande tensão de um mundo distópico se mistura com muita aventura e diversão.

Apesar da trama girar em torno dos conflitos de pai e filha, Luz e Aaron ganham grandes momentos na história, completando a trama da família Mitchell. Vale destacar que poucos filmes dão o devido destaque para personagens secundários, pois o tempo de filme deve ser exclusivo da história principal. Contudo, A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é um filme que consegue trabalhar com todos os personagens com muita prudência.

Por fim, A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é uma animação que vale a pena assistir. Sua produção de alta qualidade é visível pelo seu incrível trabalho cinematográfico e pela beleza da sua história.

Aliás, leia também a crítica de Raya e o Último Dragão.

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