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Confira a crítica do filme 'Estou pensando em acabar com tudo'

Josiane dos Santos Tavares
Escrito por Josiane dos Santos Tavares em 25 de setembro de 2020
Confira a crítica do filme 'Estou pensando em acabar com tudo'

Antes de mais nada, já aviso que ‘Estou pensando em acabar com tudo’ é um daqueles filmes Netflix que termina e deixa o espectador sem saber se realmente entendeu o filme, ou se simplesmente se perdeu na história.

Trailer

Aliás, a única certeza que temos durante todo o filme é que a jovem, inicialmente apresentada como Lucy (Jessie Buckley), sai com o namorado Jake (Jesse Plemons), debaixo de uma nevasca rumo à fazenda da família do rapaz. Mas tudo isso acontece enquanto a jovem pensa criticamente sobre o fim do relacionamento dos dois.

Assim que a história se desenvolve, é notável uma certa complexidade em torno da trama, com cenas longas, diálogos repletos de referências poéticas, que pode confundir a mente de quem assiste. Mas acredite, ainda é o começo. Depois que o casal chega à residência da família o filme tende a ficar ainda mais confuso.

Isso ocorre porque enquanto os personagens permanecem na casa da família, é perceptível as conversas em um tom mais tenso, e uma série de momentos que depois se tornam referências para as cenas em sequência. Além disso, filme conta com transições temporais que ora envelhecem os pais de Jake, ora invertem os fatos antes já apresentados. De forma que até o nome da personagem muda em alguma das transições.
Os momentos são constantemente marcados por um suspense, e a expectativa de que às dúvidas serão respondidas. A personagem principal surge confusa diante de tudo aquilo, e insistentemente pedindo ao namorado para retornarem para casa.

Cabe lembrar que paralelmente aos acontecimentos na residência, o espectador também verá cenas de um zelador idoso em um colégio, que levantá ainda mais perguntas. Embora, ao final, haja o encontro entre as duas histórias.

Após finalmente o jovem casal deixar a residência, parece que enfim às coisas entrarão no eixo. Mas a verdade é que seguimos sem explicações para os eventos. Na história, é como se para os outros personagens a identidade de Lucy fosse alterada a cada transição. Enquanto que para a jovem, todos os acontecimentos parecem desconexos e sua única missão (impossível) torna-se chegar em casa. O que de fato, nunca acontece já que o trajeto de volta de cheio de desvios ao longo caminho

Conclusão

Se você for daqueles que adora embarcar na loucura do diretor, você vai chegar ao final de ‘Estou pensando em acabar com tudo’. O filme versa muito com o surrealismo, abstração e costura os eventos sobre a consciência humana. Este é o tipo de longa que cada espectador vai ter uma interpretação da trama, é uma experiência muito particular para cada um. Por ser pautado sob reflexões e acontecimentos de complexos, este não é daqueles filmes de final feliz ou grandes lições, decerto, o filme termina e o espectador fica tentando entender o que foi tudo aquilo e como classificá-lo.

Afinal, esta é uma obra adaptada do best-seller homônimo, e dirigida por Charlie Kaufman, ganhador do Oscar de melhor roteiro original por Brilho Eterno de uma Mente. O diretor normalmente traz tramas peculiares que mesclam com o consciente, por isso, é compreensível o nível apresentado no longa.

Ficha Técnica

Título Original: I’m Thinking of Ending Things
Diretor: Charlie Kaufman
Duração: 134 minutos
Gênero: Drama, Terror
Classificação: 16 anos

E você, já assistiu ao filme? Deixe seu comentário. Aproveite para conferir outras críticas na Cabine do Cinema.

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